sábado, 9 de abril de 2011

Pode ser amor.


Ei, chega aqui perto. Perto de mim. Consegue sentir meu coração acelerar? Consegue perceber o suor das minhas mãos? Consegue perceber minha felicidade por te ter por perto? Essas sensações só surgem quanto estou ao teu lado. Pode ser amor. Você sabe como é difícil me conter quando estamos tão próximos? Sabe o que é alguém habitar seus pensamentos 24 horas por dia? Pode ser amor. E quando eu estou triste, ou abalado, ou até mesmo doente… Penso em você, e abro um sorriso tímido, involuntário, mas verdadeiro… É normal? Pode ser amor. E quando a gente briga, e passamos semanas sem nos falar? Começamos a perguntar aos amigos como o outro está, o que está acontecendo, se está feliz, se disse que sente falta. Pode ser amor. E quando eu chego em silêncio, sento ao seu lado, e digo bem baixo no seu ouvido: eu te amo; e percebo que você se arrepia? Quando toca o sinal do último horário e eu sou o primeiro a sair da sala para te esperar, e descer a rampa contigo? Quando estou em uma roda de amigos e vejo você longe, arranjo uma desculpa, saio devagar, só para te ver de perto, só para te abraçar, só para te dizer um simples “olá”. Pode ser amor. Mas quando antes de dormir, eu penso em você, penso no que você me diz, penso no que eu te digo, penso nos momentos felizes que passamos, o“pode ser” ganha certeza, e agora tudo muda, e eu penso calado, comigo mesmo: É amor.

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