quinta-feira, 28 de abril de 2011

Só não aguento mais.


Eu te vejo partir. Eu abro um sorriso no rosto e faço todos acreditarem que estou bem… Eu sofro, eu choro. Eu tento correr atrás, mas você já está muito longe do meu alcance. Ouço passos na escada, ouço murmúrios ao telefone. Já não vivo mais por mim, vivo por uma saudade independente; vivo apenas pelas memórias lotadas de dor. Sinto a overdose de você tomar conta de mim, e eu tento fugir disso, tento ficar longe de você… Mas tentar e conseguir são coisas completamente diferentes. Eu me pergunto: “quando você vai voltar?”; eu já não respiro, já não ando e já não me importo. Afinal de contas, o que eu sou? Bom, não sei. Não sei de nada além de uma única coisa: pertenço a você. Pertenço a todos os teus truques, a todas as tuas armadilhas; pertenço pelo fato de estar enclausurada e simplesmente não ser capaz de sair. Eu ainda sou sua, mas e você? Ainda é meu também? Eu só não… Só não aguento mais. 

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